Entregadores ganham nova alternativa para trocar a moto de trabalho com o Move Brasil

Redação Jornal Automotivo
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A renovação da motocicleta usada diariamente para trabalhar ganhou uma nova possibilidade com a continuidade do Move Brasil. Sancionada em 14 de setembro de 2026, a lei mantém o programa federal voltado a motoristas de aplicativo, taxistas e entregadores, com financiamento em condições especiais para veículos utilizados na geração de renda. A medida contempla motos flex, motocicletas elétricas, bicicletas elétricas e outras alternativas destinadas ao trabalho.

Na prática, a iniciativa pode interessar principalmente a profissionais que dependem das duas rodas para realizar entregas, transportar passageiros ou cumprir deslocamentos frequentes. A compra de um veículo novo tende a ser avaliada não apenas como uma escolha de mobilidade, mas também como uma ferramenta de trabalho. Ainda assim, a sanção da lei não representa aprovação automática de crédito: o interessado continua sujeito às regras do programa e à análise da instituição financeira.

O que o Move Brasil permite financiar

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o Move Brasil foi estruturado para apoiar a renovação de veículos usados por trabalhadores profissionais. Entre os veículos abrangidos estão motocicletas flex, motos elétricas e bicicletas elétricas, além de outros meios de transporte ligados à atividade dos beneficiários.

O desenho do programa abre espaço tanto para quem procura uma motocicleta convencional zero-quilômetro quanto para quem considera migrar para a propulsão elétrica. A escolha, porém, depende da finalidade do veículo, da disponibilidade de modelos que se enquadrem nas regras e das condições de financiamento oferecidas ao solicitante. Informações sobre prazo, limites, taxas e modelos habilitados devem ser confirmadas no momento da contratação.

Crédito não significa liberação imediata

Um dos principais pontos de atenção para entregadores e demais trabalhadores autônomos é que a continuidade do programa não elimina a avaliação de risco. A instituição responsável pelo financiamento pode exigir documentação, verificar a capacidade de pagamento e aplicar critérios próprios dentro das regras estabelecidas para a operação. Por isso, o interessado deve consultar os bancos operadores antes de decidir pela compra.

O governo já havia divulgado uma linha específica para entregadores financiarem motos e bicicletas elétricas. Segundo a página de atualizações do MDIC sobre o Move Brasil, essa modalidade utiliza garantia do Fundo de Garantia de Operações e prevê prazo de até 48 meses. A disponibilidade efetiva do crédito, entretanto, permanece vinculada às condições da operação e aos critérios de elegibilidade aplicáveis.

Por que as motos elétricas entram no programa

A inclusão dos modelos elétricos ocorre em um momento de expansão desse segmento no país. Levantamento divulgado pelo Anda Elétrico, com base em dados da Fenabrave, apontou crescimento expressivo dos emplacamentos de motocicletas elétricas em 2026. Apesar do avanço, esse tipo de veículo ainda representa uma parcela pequena do mercado total de motos.

Para quem trabalha com entregas, a possibilidade de financiar uma moto elétrica pode ampliar o acesso a uma alternativa que vinha ganhando espaço no mercado. A decisão, no entanto, precisa considerar a rotina do profissional e as características do veículo, como autonomia, recarga e adequação ao uso diário. Esses fatores podem variar conforme o modelo e a atividade desempenhada, e não são substituídos pela simples existência de uma linha de crédito.

Quem pode se beneficiar da medida

O público central do Move Brasil é formado por motoristas de aplicativo, taxistas e entregadores. A política também alcança trabalhadores que utilizam veículos para exercer uma atividade profissional, desde que atendam às exigências previstas e consigam contratar o financiamento. Para esses grupos, o programa pode facilitar a substituição de veículos antigos ou a aquisição do primeiro veículo usado diretamente para o trabalho.

Antes de buscar o crédito, o consumidor deve verificar se sua atividade está contemplada, quais documentos serão solicitados e se o veículo escolhido participa da modalidade disponível. Também é importante comparar o custo total da operação, e não apenas o valor da parcela. Com a lei sancionada, o Move Brasil segue como uma alternativa de financiamento, mas a contratação dependerá da análise individual e das condições oferecidas pelos agentes financeiros.

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