De acordo com o CEO Ian Cunha, a suplementação virou um atalho sedutor para quem empreende sob pressão e busca mais energia, foco e resistência. Ainda assim, entre o que funciona e o que apenas parece avançado, existe um abismo feito de promessas fáceis, linguagem técnica e pouca responsabilidade. Se você quer proteger sua performance sem cair em propaganda travestida de ciência, continue a leitura e entenda como separar valor real de excesso bem embalado.
Quando o básico não dá conta?
A utilidade da suplementação aparece quando há uma lacuna plausível entre o que o corpo precisa e o que a rotina entrega. Isso pode ocorrer por restrições alimentares, fases de maior demanda, condições individuais e contextos em que a alimentação não cobre tudo com consistência. Nessa lógica, como elucida o fundador Ian Cunha, o suplemento é um recurso de apoio, não o centro da estratégia.

Ao mesmo tempo, há um risco comum: transformar o suplemento em “solução principal”. Quando isso acontece, a pessoa passa a depender de estímulos para manter o mesmo nível de entrega, e o corpo vai perdendo margem de estabilidade. Como resultado, o que deveria ser suporte vira muleta.
Como o marketing domina a suplementação?
O mercado de suplementos sabe vender esperança. Termos como “otimização”, “biohacking”, “performance” e “longevidade” criam uma aura de sofisticação, mesmo quando o produto entrega pouco além do efeito placebo ou de uma melhora marginal. Em contrapartida, o corpo é menos influenciável por slogan do que a mente gostaria.
Há um padrão recorrente na propaganda: histórias fortes, “antes e depois” e linguagem que sugere causalidade direta. O problema é que causalidade é rara em rotinas complexas. Quando alguém melhora, pode ter mudado sono, estresse, alimentação, rotina de trabalho, treino e até a percepção sobre si. Logo, atribuir tudo a uma cápsula é confortável, porém intelectualmente frágil.
O tripé que decide se vale a pena
A pergunta mais importante não é “qual suplemento está na moda”, e sim “qual problema real eu estou tentando resolver”. Sem essa clareza, qualquer promessa pode parecer adequada. Em geral, suplementação faz mais sentido quando há um objetivo definido e uma razão objetiva para acreditar que existe deficiência, demanda aumentada ou benefício comprovado em cenários semelhantes.
Conforme explica o superintendente geral Ian Cunha, a expectativa precisa ser honesta. Muitos suplementos, mesmo quando úteis, não entregam “transformação”. Eles entregam ajuste. O efeito costuma ser sutil, acumulativo e dependente de consistência. Quando alguém espera um salto, tende a se frustrar e abandonar o que funciona pelo que impressiona.
Risco invisível: Qualidade, procedência e o custo de confiar demais
Outro ponto ignorado é a qualidade do produto. Suplementação envolve indústria, rotulagem, formulação e controle de lotes. Quando a pessoa compra apenas pela promessa, ela terceiriza o próprio critério e assume riscos que nem sempre percebe: composição diferente do esperado, dosagem irregular e contaminações acidentais.
Além disso, suplementação não é neutra para todos. Pessoas reagem de maneiras diferentes, e o que parece inofensivo em um perfil pode ser inadequado em outro. Para o empresário serial Ian Cunha, tratar o suplemento como universal é uma forma de descuido. Não é paranoia reconhecer limites; é maturidade.
O que fica depois que a moda passa?
Como resume o fundador Ian Cunha, a suplementação faz sentido quando complementa uma necessidade plausível, com expectativa realista e critério de qualidade. Ela vira marketing quando promete substituir base, vender milagre e encobrir desalinhamentos de rotina com estética de ciência. Se você busca escolher com inteligência, a melhor pergunta não é “qual é o suplemento do momento”, e sim: esse recurso melhora meu sistema de forma sustentável, ou apenas cria a sensação de progresso?
Autor: Freaka Silva